Comunicado

Estamos na oitava semana da pandemia do Covid-19, prestes a entrar na nona e a caminhar para o fim da vigência do terceiro Estado de Emergência. Sem prejuízo do tempo decorrido os problemas com que as Instituições se debatem no combate ao Covid-19 e na proteção dos seus utentes persistem. Apesar de volvidas estas semanas, e das declarações públicas efectuadas, a realidade é que ainda não foram realizados quaisquer testes de despistagem a utentes e funcionários das Instituições de Solidariedade Social. Os testes realizados foram-no para confirmarem suspeitas em utentes ou funcionários. Igualmente, apesar de profusamente divulgada a existências de infraestruturas para hospitais de retaguarda. Nenhum doente com Covid-19 foi acolhido em qualquer dos equipamentos divulgados.
A concretização destas duas medidas revela-se da maior importância para o combate à disseminação da infecção, nomeadamente entre a população idosa com comorbilidades e institucionalizada.
Os Estabelecimentos Residenciais Para Pessoas Idosas (ERPI), vulgo lares, são estabelecimento residenciais, não unidades de saúde, não possuindo condições para tratamento a este nível, nomeadamente isolamentos, recursos médicos , enfermagem e auxiliares de acção médica 24 horas por dia. Igualmente, não dispõe as Instituições Equipamentos de Proteção Individual para tratarem de utentes com Covid-19, colocando em risco os seus funcionários e por consequência as suas famílias. As ERPI não são os locais onde devem permanecer os utentes com Covid-19, devendo ser retirados para outros espaços, nomeadamente hospitais de retaguarda, como constatamos noutras regiões do país.
Urge fazer os testes de despistagem do COVID-19 a todos os utentes e funcionários das ERPI e Estabelecimentos Residenciais para Deficientes no Alto Minho. Verificamos que em várias regiões do país esta medida foi executada, nomeadamente no centro e sul do continente.
Considerando que apesar das solicitações que têm sido realizadas ainda não foram executadas ações concretas, nomeadamente como as que aqui defendemos, vimos apelar às Instituições que sobre esta matéria têm que decidir que executem estas duas medidas, nomeadamente os testes de despistagem e o hospital de retaguarda, contribuindo assim de forma decisiva para o combate à disseminação da infecção do COVID-19.
As Misericórdias do Alto Minho, 24 de Abril de 2020.
Arcos de Valdevez, Caminha, Monção, Paredes de Coura, Viana do Castelo, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Valença e Vila Nova de Cerveira.

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