Decorreu, no passado dia 8 de Janeiro, a Tomada de Posse dos Novos Órgãos Sociais da Santa Casa da Misericórdia de Arcos de Valdevez para o próximo quadriénio. Na ocasião tive a oportunidade de expressasr o meu agradecimento a todos os que ao longo destes últimos 12 anos serviram a Instituição, assim como manisfestar a minha confiança em todos aqueles que continuam com responsabilidades nos Órgãos da Santa Casa, ou que pela peimeira vez são investidos nessas funções. Tratou-se de um momento importante. Representou o fecho de um ciclo, e a abertura de uma nova fase na vida da Instituição. Na verdade, a eleição dos Corpos Sociais decorreu assente na nova legislação, publicada no Decreto-lei 172-A/2014, de 14 de Novembro, e nos novos Estatutos, aprovados na Assembleia Geral, de 9 de Outubro, de 2015, tendo sido homologados pela Cúria Diocesana, por Decreto, de 23 de Outubro de 2015.
Ao longo dos últimos 12 anos, foi possível dar corpo a um conjunto de projetos que contribuíram para melhorar as respostas sociais existentes, possibilitando abrir novos serviços. Creio ser de destacar, em primeiro lugar, as obras de recuperação da Igreja da Misericórdia, a sua abertura ao culto. Igualmente iniciou-se a realização das Festas de Nossa Senhora da Porta, em Setembro, a participação anual da Irmandade na procissão de Nossa Senhora da Lapa, nas suas Festas em Agosto. Por ocasião do Natal e da Páscoa, a Misericórdia vem realizando, na sua Igreja, os concertos alusivos a cada uma das datas festivas. Retomou a tradição secular de, por ocasião da Páscoa, efetuar a Procissão “Ecce Homo”. Iniciou a publicação regular da Revista “Caminhos”, dando conhecimento público das muitas atividades que ao longo do ano a instituição leva a cabo. Para além destas atividades, realizaram-se palestras, conferências, assim como a publicação de edições apoiadas pela Instituição. Institui-se a “Semana da Misericórdia” visando dar a conhecer a ação da Instituição, e realizando espaços de debate sobre as múltiplas atividades da Santa Casa.
No plano infraestrutural construi-se o Complexo Vilagerações, abriram-se novos serviços ao nível da Saúde, com a criação de 82 camas de Cuidados Continuados de Longa Duração e de Média Duração e Reabilitação. Criou-se um novo Estabelecimento Residencial Para Pessoas Idosas, usualmente designado por Lar, com 30 camas. Abriu-se um Clinica de Fisioterapia, uma Parafarmácia, e uma clinica de Hemodialise, sendo esta da responsabilidade da Fresenius Medical Care, parceira da Santa Casa. Colocou-se em funcionamento um Centro Clinico no Hospital de S. José, com Consultas de diversas Especialidades e exames de Imagiologia. Procedeu-se à realização de obras de reabilitação do Lar Soares Pereira, investindo-se na renovação do seu equipamento. Realizou-se a recuperação da Casa Cerqueira Gomes, para instalação de um Lar com 38 camas, para Jovens do sexo feminino até aos 18 anos, e abriu-se uma creche, um jardim infantil e um serviço de Ocupação de Tempos Livres com sala de estudo. Estes serviços são hoje utilizados por mais de 200 crianças. Abriu-se, igualmente, a Creche no Parque Empresarial de Padreiro servindo as mães que ali trabalham, sendo este serviço hoje frequentado por cerca de 30 crianças, prevendo-se para breve a abertura da segunda sala. Requalificou-se o serviço de apoio domiciliário com novos equipamentos e disponibilização de novos serviços. Construi-se um Lar, com 15 camas, para pessoas com deficiência e um Centro de Atividades ocupacionais, também para pessoas com deficiência que tem 30 lugares. Criou-se, através de um protocolo com a Fundação Calouste Gulbenkian, uma equipa de Cuidados Paliativos ao Domicílio que tem apoiado os concelhos de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca, com mais de 500 famílias que recorreram a este serviço. Creio que fica claro que os últimos 12 anos foram ricos em iniciativas, e obras realizadas, que permitiram o melhoramento e a abertura de novos serviços pela Santa Casa da Misericórdia. Todo o caminho percorrido só foi possível com o empenhamento dos cerca de 280 funcionários, há 12 anos eram apenas 90, que a Instituição possui, sendo os recursos humanos uma mais-valia na ação da Santa Casa, pelas características da sua intervenção.
O novo mandato pretende ser o início do futuro. Há duas preocupações que norteiam a ação dos novos Corpos Sociais. Em primeiro lugar, é necessário consolidar o crescimento da Instituição, apostando na qualidade do serviço que presta a todos os seus utentes. A monotorização da atividade através do sistema de qualidade, mantendo a certificação que foi alcançada e deve ser mantida. A segunda preocupação assenta na sustentabilidade das respostas que a Santa Casa possui, desde a área social, passando pela infância e pela saúde. É um enorme desafio manter a atividade da Instituição, num contexto de exiguidade de recursos, e assente num novo paradigma de financiamento, mantendo as suas raízes, e a sua história de bem servir, especialmente os mais frágeis da comunidade.
Esta é a ambição, consolidar a atividade da Instituição, crescendo sustentadamente em novas áreas de intervenção, servindo as necessidades dos Arcuenses como tem acontecido há mais de quatro séculos.
O Provedor
Comendador Francisco Rodrigues de Araújo(Dr.)

GIES
Clínica S Jose
CMFR
UCCI
UCP
UCI
USAV
SAD
ERPI
Creche, Jardim de Infância e CATL
CAO e Lar Residencial
Casa de Acolhimento